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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Matéria publicada em dezembro/2009 na Revista S!

O mapa atualizado da Aids no Brasil
Por Dr. Jorge Eurico, Médico Infectologista; Colaboração: Ygor Moura;

Por ocasião do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, o Ministério da Saúde atualizou alguns dados da epidemia no nosso país. O perfil da epidemia está no Boletim Epidemiológico Aids/DST 2009 (preliminar), que foi divulgado em 26/11/2009.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Matéria publicada em novembro/2009 na Revista S!

Beijo entre iguais. “Bom é beijar”!
Por Dr. Jorge Eurico, Médico Infectologista; Colaboração: Ygor Moura.
Um beijo entre duas pessoas do mesmo sexo incomoda mais que a corrupção?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Matéria publicada em setembro/2009 na Revista S!

“Saúde, muito amor e muito prazer”
Com informações do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Por: Dr. Jorge Eurico Ribeiro, Médico Infectologista; Colaboração de Ygor Moura; Blog Saúde&Sexo

quinta-feira, 25 de junho de 2009

PROTESTO ANTI-HOMOFOBIA??? "FUCK YOU!"

Vídeo anti-homofobia com jovens gays e lésbicas vira febre no You Tube;
Entre nessa você também!

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A cantora britânica Lily Allen, 24, gravou a música Fuck You [Foda-se] que virou febre no YouTube com uma campanha superfofa com gays e lésbicas dos Estados Unidos e da França contra os homofóbicos. O vídeo serviu de protesto contra a homofobia, no Dia Mundial Contra a Homofobia, no último dia 17 de maio.
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Por causa do puritanismo de alguns países, a música ganhou o segundo título de Guess Who Batman no seu segundo disco It's Not Me, It's You. Com muita pinta e descontração, os jovens gays e lésbicas dublam a cantora que diz:
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“Olhe por dentro/ Olhe por dentro da sua mente pequena/ Depois olhe mais atentamente/ Pois ficamos tão desanimados,/ Tão enjoados/ De todo o ódio que você guarda/ Então você diz que é não é certo ser gay/ Eu acho que você é perverso/ Você é apenas um racista/ Que não faz o meu tipo/ Seu ponto de vista é medieval. Foda-se, foda-se/ Foda-se muito, muito, muito!/ Pois odiamos o que você faz/ Odiamos toda a sua turma/ Por favor, não chegue perto!”
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Gays e lésbicas de vários países entraram na campanha superdivertida, que pede um basta à homofobia. A música já é uma das mais fervidas em clubes europeus e americanos. Por aqui, deve chegar com toda força, inclusive nas paradas do orgulho gay de norte a sul desse Brasilzão. Engrosse esse refrão e para os homofóbicos grite FUCK YOU very, very much!




Fuck You

Look inside,
Look inside your tiny mind
Now look a bit harder
Cause we're so uninspired,
so sick and tired of all the
hatred you harbor
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So you say
It's not okay to be gay
Well I think you're just evil
You're just some racist who
can't tie my laces
Your point of view is medieval
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Fuck you (Fuck you)
Fuck you very, very much
Cause we hate what you do
And we hate your whole crew
So please don't stay in touch
Fuck you (Fuck You)
Fuck you very, very much
Cause your words don't translate
And it's getting quite late
So please don't stay in touch
_
Do you get,
Do you get a little kick out of
being slow minded?
You want to be like your father
It's approval your after
Well that's not how you find it
_
Do you,
Do you really enjoy living a
life that's so hateful?
Cause there's a hole where
your soul should be
Your losing control of it and
it’s really distasteful
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Fuck you, Fuck you, Fuck you,
Fuck you, Fuck you, Fuck you, Fuck yooooou
You say
You think we need to go to war
well you're already in one
Cause it's people like you
who need to get slew
No one wants your opinion
Fuck you…
Fuck you, Fuck you, Fuck you,
Fuck you, Fuck you, Fuck you
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Fonte: site www.mundomais.com.br
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sábado, 13 de junho de 2009

PRECONCEITO EXPULSO DA ESCOLA

Travestis e transexuais poderão trocar de nome na caderneta escolar e na lista de chamada na rede pública estadual


Rio - Quando voltar às aulas, em agosto, Flávio Ferreira Rodrigues, 24 anos, vai, finalmente, se apresentar como Kakau Ferreira Rodrigues — e assim ser chamada por colegas e professores. Ela é uma das dezenas de jovens travestis e transexuais que vão ganhar o direito de ver na caderneta escolar e na lista de chamada o nome com o qual querem ser reconhecidos. Além disso, poderão se vestir de acordo sua identidade de gênero. A medida vale para toda a rede estadual de Educação e em breve valerá também para ações da Secretaria Estadual de Saúde.
Há 6 anos Kakau luta para não ser mais chamada de Flávio na escola.

“Muitos jovens deixaram a escola por não respeitarem a opção sexual deles”, informou o superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos do estado, Cláudio Nascimento, um dos mais atuantes ativistas gays do País. “Estamos empenhados para colocar isso em prática ainda no próximo semestre.
Adotamos essa ideia, porque, além de ser uma excelente proposta, essa era uma das maiores vontades apontadas pelos alunos no Programa Verdade e Consequência”, afirmou a secretária estadual de Educação, Tereza Porto. O programa consiste em conscientizar estudantes sobre sexualidade. Os interessados em ter nas cadernetas e na ficha de chamada o nome substituído devem procurar a secretaria da unidade onde estudam. Há 6 anos, Kakau luta para ser chamada assim. “Já que dizem que os direitos devem ser iguais, quero ser chamada de Kakau e poder me sentir feminina também na escola. Quero que minha opção seja respeitada”, disse ela, que fora da colégio usa roupas femininas. Kakau conta que as colegas e algumas professoras da Faetec já não a chamam de Flávio: “Ser chamada pelo nome de registro me incomoda muito”.
Por: Amanda Pinheiro
Fonte: O Dia Online

sexta-feira, 22 de maio de 2009

PALESTRA SEXO ANAL CANCELADA

Informamos que a palestra "SEXO ANAL: E POR QUÊ NÃO?", com Dr Jorge Eurico, não será mais realizada nesta 6a feira, por motivo de força maior.
Anunciaremos uma nova data em breve.
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quinta-feira, 21 de maio de 2009

SEXO ANAL: E POR QUÊ NÃO?


Dolorido, imoral, sujo... Se quando o assunto é sexo anal, você tem dezenas de questionamentos ou preconceitos, é hora de solucionar as questões sobre o tema.
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Nesta 6a. feira, 22/5, mais um bate-papo esclarecedor sobre sexo com o Dr Jorge Eurico, colunista do Jornal O Sexo.
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Venha saber e perguntar tudo aquilo que você quer conhecer mais sobre sexo, e assuntos científicos e médicos relacionados ao tema, sem preconceitos!
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Dia: 22 de maio de 2009
Horário: 19h30min em ponto!
Local: Grupo Arco-Íris
Rua Monte Alegre, 167-A, Santa Tereza
(esta rua fica em frente ao Supermercado Mundial da Rua do Riachuelo)
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Informações:(21) 2222-7286 / 2215-0844
Email:
arco-iris@arco-iris.org.br
ENCONTROS ARCO-ÍRIS
Sexualidade, auto-estima, saúde e cidadania.



Fonte: Grupo Arco-Íris

sexta-feira, 15 de maio de 2009

RIO INCLUI MODALIDADE 'HOMOFOBIA" NOS BOLETINS DE OCORRÊNCIA



17/5 - Dia Internacional de Combate à Homofobia

A partir de junho, os boletins de ocorrência das delegacias do Estado do Rio de Janeiro contarão com a opção "homofobia" entre as possíveis motivações para um crime. A classificação desse tipo de violência pela polícia é inédita no país e foi divulgada nesta sexta-feira pelo governo estadual, atendendo uma antiga reivindicação de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros (LGBTT)."
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Para ter políticas públicas voltadas para um segmento da população especificamente, precisamos de demandas da sociedade. Com os dados, teremos estatísticas oficiais para justificar nossas reivindicações", comemora a presidente da Associação de Travestis, Transgêneros e Transexuais (Astra-Rio), Marjorie Marchi.O governo também anunciou o investimento de R$ 100 mil no treinamento de combate à violência motivada pela orientação sexual da vítima, direitos dos LGBTT e práticas policiais para 5 mil agentes. O superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, Cláudio Nascimento, explica que a mudança nos boletins de ocorrência e a capacitação de policiais fazem parte do plano Rio sem Homofobia, elaborado pelo governo em parceria com a sociedade, em 2008.
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Além de ações na área de segurança, o programa abrange medidas nas áreas de saúde, educação e mercado de trabalho, por exemplo, além de estipular prazos para cumprimento de metas. Para garantir a aplicação do plano, o governo também vai anunciar na próxima segunda-feira a criação de um conselho com 60% de representantes da sociedade e 40% de gestores públicos.
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Uma das entidades que terá assento garantido é Grupo Arco-Íris. A presidente da organização não-governamental, Gilza Rodrigues, afirma que a aplicação do plano poderá ser o fim da violência contra os LGBTT. Pesquisa divulgada esta semana pela Fundação Perseu Abramo aponta que 47% dos GLBTT foram vítimas de violência por conta da orientação sexual e 25% dos brasileiros admitem ter aversão a essa parcela da população.
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Para chamar atenção ao problema, a ONG organiza neste domingo o Dia Internacional de Combate à Homofobia, uma caminhada na orla de Ipanema, onde 3 mil flores vão simbolizar os assassinatos motivados pela orientação sexual da vítima.
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"Esse é um ato de reconhecimento das perdas, que foram muitas. Depois, um espaço para cobrar a aprovação do projeto de lei que torna crime a discriminação por orientação sexual, assim como é crime a discriminação por raça, etnia e religião", destacou a presidente do Arco-Íris.
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Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 15 de abril de 2009

TAMANHO É DOCUMENTO SERÁ TEMA DE PRÓXIMO ENCONTRO DO GRUPO ARCO-ÍRIS


Nesta sexta-feira, dia 17 de abril, o Dr. Jorge Eurico, Médico Infectologista e Pesquisador do IPEC – Fiocruz e HGNI, Coordenador Regional da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro (SIERJ) e Colunista exclusivo do Jornal O Sexo, facilitará sua oficina mensal no Grupo Arco-Íris que tem como objetivos orientar a toda comunidade LGBT sobre saúde e sexualidade.
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Venha saber e perguntar tudo aquilo que você quer conhecer mais sobre sexo, e assuntos científicos e médicos relacionados ao tema, sem preconceitos!
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Para este mês o tema será: Tamanho é Documento?!
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Dia: 17 de abril de 2009
Horário: 19h30min em ponto!
Local: Grupo Arco-Íris
Rua Monte Alegre, 167-A, Santa Tereza
(esta rua fica em frente ao Supermercado Mundial da Rua do Riachuelo)
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Informações:(21) 2222-7286 / 2215-0844
ENCONTROS ARCO-ÍRIS
Sexualidade, auto-estima, saúde e cidadania.

Fonte: Grupo Arco-Íris

quarta-feira, 8 de abril de 2009

LGBT AGORA É PROBLEMA ESTADUAL

Governo cria conselho a ser instalado na data mundial de combate à homofobia, 17 de maio

A cada dois dias um homossexual é assassinado. No Brasil, 68% dos gays, lésbicas, transexuais e bissexuais já sofreram algum tipo de agressão e 12 milhões já foram vítimas de preconceito e aversão. Para mudar essa realidade, o governo do estado criou, por decreto publicado na sexta-feira, o Conselho dos Direitos da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais,Travestis e Transexuais, vinculado à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.
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– Esse conselho não foi tirado da cartola – conta Cláudio Nascimento Silva, superintendente de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos da secretaria. – Há dois anos, estamos fazendo políticas públicas para assegurar e promover nossos direitos. Não será uma medida para inglês ver. É importantíssimo que o estado inclua os homossexuais na agenda pública.
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O conselho será composto por 40 membros, dos quais 16 serão representantes das secretarias de Segurança; Administração Penitenciária; Saúde e Defesa Civil; Trabalho e Renda; Educação; Turismo, Esporte e Lazer; os outros 24 serão representantes da sociedade. Também estarão representados o Ministério Público do Estado, a Defensoria Pública, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Assembléia Legislativa (Alerj). Será criado um fórum para decidir os requisitos para escolhas dos membros. A posse será em 17 de maio, data mundial de combate à homofobia. A função de membro do conselho é considerada como serviço público relevante e por isso não serão remunerados.
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– Queremos que todos os setores governamentais fiquem atento para o problema, porque ele está aí e deve ser atacado em diversas frentes. Não é possível que homossexuais sejam perseguidos e agredidos fisicamente por terem orientação sexual diferente – afirma Nascimento Silva.
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O conselho faz parte de um programa mais amplo, o Rio sem Homofobia, que será lançado em 28 de junho, dia mundial do orgulho gay e lésbico. Em junho de 2007, foi criada a câmara técnica do projeto e em maio de 2008 foi realizada a primeira Conferência Estadual de Políticas Públicas para Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT), que reuniu 700 delegados de 72 municípios.
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– Não acredito em política pública sem mecanismos de acompanhamento e avaliação. Com o plano Rio sem Homofobia, o estado vai criar uma rede de proteção básica aos homossexuais – diz o superintendente.
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A mais recente briga é para aprovar o projeto 122/2006, da Câmara dos Deputados, que propõe a criminalização da homofobia. O projeto a equipara ao crime de discriminação de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional e gênero e o autor da violência fica sujeito a pena, reclusão e multa. Para cada variação da homofobia, há uma penalidade específica, que atinge no máximo cinco anos de reclusão. Para os casos de discriminação em estabelecimentos comerciais, os proprietários ficarão sujeitos a reclusão e suspensão do funcionamento por até três meses. Também será considerado crime proibir a manifestação de carinho. A lei precisa ser votada no Senado, mas encontra oposição de setores conservadores e religiosos.
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A luta por direitos vem desde 1996, quando a comunidade conseguiu aprovar a Lei Municipal 2.475/1996, que determina penalidades para as práticas discriminatórias por orientação sexual em estabelecimentos comerciais e órgãos públicos. A lei passou a vigorar em todo o estado quatro anos depois. A mais recente conquista foi em 2007, com aprovação do regulamento 215/2007, que estende o direito de pensão a companheiros e companheiras de servidores públicos homossexuais. A regra já era válida para a capital desde 2002.
por: João Paulo Aquino
Fonte: Jornal do Brasil

segunda-feira, 30 de março de 2009

CIRCUNCISÃO MASCULINA PREVINE INFECÇÃO POR HIV, HERPES GENITAL E HPV

Procedimento só não mostrou resultados contra a sífilis, diz estudo.
Redução do risco ficou em 50%, 28% e 35%, respectivamente.

Esse é resultado de um estudo publicado na quinta (26/03) na revista "The New England Journal of Medicine". Um resultado preliminar do estudo já havia comprovado, em 2006 a redução do risco de contaminação pelo HIV em 50% a 60% no grupo submetido ao procedimento.
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O trabalho é conduzido em Ruanda, por uma equipe da Universidade Johns Hopkins, nessa que é uma das áreas africanas mais duramente atingidas pela Aids. Nessa etapa da pesquisa os cientistas queriam avaliar o impacto da circuncisão sobre a sífilis, a herpes genital e o HPV, doenças sexualmente transmissíveis, comuns em todo o mundo.
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Foram mais de 5 mil voluntários, todos sorologicamente negativos para as doenças, com idades entre 15 e 49 anos. Os pacientes eram submetidos a circuncisão imediatamente ou dois anos mais tarde. O acompanhamento era feito com exames de sangue e consultas pelo menos três vezes durante os dois anos do estudo.
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A redução do risco de contaminação pelo vírus da herpes apareceu logo no início do estudo e foi apresentado ao mundo científico em uma conferência no ano passado. A circuncisão masculina reduziu em 28% o risco de contaminação pelo vírus do herpes genital no grupo de participantes operado. De forma semelhante, o risco de serem contaminados pelo vírus do HPV foi reduzido em 35% no grupo tratado. Apenas com relação à contaminação pela sífilis a circuncisão não foi eficiente, não apresentando redução do risco de contaminação.
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Esse resultado tem implicações não só no campo da saúde masculina mas também traz boas notícias para as mulheres. Intervenções de saúde pública no campo das doenças sexualmente transmissíveis afetam as taxas de transmissão dessas doenças e suas consequências. A diminuição da contaminação masculina pelo HPV pode impactar a ocorrência do câncer de colo de útero, além de proteger o homem de outros tumores malignos que estão ligados à essa infecção.
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A Academia Americana de Pediatria informou que vai revisar suas diretrizes visando a inclusão da indicação da circuncisão masculina entre elas.
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Por: Dr. Luis Fernando Correia
Fonte: Site G1.com

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sábado, 28 de março de 2009

MICHEL SIDIBÉ, DA ONU, VISITA ARCO-ÍRIS E ASSUME COMPROMISSO COM LGBT


“NÓS FAREMOS A DIFERENÇA NA LUTA CONTRA A AIDS”
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O diretor-geral do Programa de Aids da ONU, Michel Sidibé, visitou o Grupo Arco-Íris
e estuda parceria com LGBTs
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Organizações de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) de diversas cidades do Rio de Janeiro se reuniram na sede do Grupo Arco-Íris para recepcionar os representantes da ONU, Michel Sidibé e Pedro Chequer hoje (28/3) pela manhã. O objetivo do encontro é fazer um breve panorama dos obstáculos e desafios no enfrentamento da Aids entre a população LGBT no país. O evento também serve para compartilhar informações sobre as políticas da ONUSIDA para o combate da epidemia no Brasil e no mundo.
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“Os diálogos com as organizações que lutam no combate da epidemia do HIV e as pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade são fundamentais e deveriam ocorrer com mais freqüência. [...] O arco-íris é o símbolo da África do Sul, de onde eu vim, justamente porque Mandela lutava contra o estigma e defendia a pluralidade a fim de acabar com o apartheid. Quero levar a ONUSIDA para um próximo nível, focando a população LGBT. Faço parte dessa campanha contra a homofobia não só no Brasil como no mundo inteiro. Queremos salvar vidas, mas sem deixar de resguardar a dignidade!”, afirma Michel Sidibé.
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A presidente do Grupo Arco-Íris, Gilza Rodrigues iniciou a reunião agradecendo a presença de Sidibé e de toda sua comitiva. “É necessário dialogar mais sobre a implementação e execução de ações de combate ao HIV/AIDS na população LGBT. Entendo este encontro como um novo ponto de partida para discutirmos o enfrentamento da epidemia do HIV/AIDS sob a perspectiva dos direitos humanos”, disse a presidente.
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Projetos de prevenção em HIV/DST/Aids, realizados por algumas organizações do Rio foram apresentados com o intuito de expor e exemplificar políticas que são adotadas no estado para combater a doença. Entre eles estão o “Entre Garotos” e o “Laços & Acasos”, ambos realizados pelo Grupo Arco-Íris com financiamento da Fundação holandesa Schoerer. Estes projetos fazem parte das políticas da ONG para o enfrentamento da epidemia no município do Rio e para a formação de ativistas e multiplicadores de “práticas sexuais seguras”. Outros projetos como “Prevenção para Jovens Homossexuais Soropositivos”, da ABIA; “Babadão da Promoção da Saúde”, do Grupo Pela VIDDA/RJ; “iPrEx”, da Fiocruz; e o Programa Ampliação e Extensão das Opções de Testagem Anti-HIV, do Pact Brasil.

O diretor da ONUSIDA-Brasil, Pedro Chequer enfatizou a importância dos esforços do Movimento LGBT brasileiro na formulação, execução e monitoramento das políticas de prevenção do HIV/Aids no Rio. “Apesar de este encontro estar sendo rápido, acredito que ele seja bastante significativo, justamente por propiciar o diálogo entre um diretor da ONU e uma organização que trabalha diretamente com populações em vulnerabilidade, como é a LGBT”, complementou.
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O ativista gay e articulador do encontro Cláudio Nascimento, que também é membro do Conselho Nacional de Combate a Discriminação da Presidência da República enfatiza o ineditismo do encontro e sua importância no combate da doença no Brasil. “Esse encontro é muito importante. É a primeira vez que uma alta-autoridade da ONU vai a um Grupo LGBT brasileiro, reconhecendo assim o papel do movimento LGBT como ator importante no enfrentamento do HIV-Aids. Temos trabalhado para que políticas públicas de saúde sejam permanentes, que combinem estas respostas a promoção dos direitos humanos e ao enfrentamento da homofobia no Brasil e no mundo. Os governos devem canalizar recursos mais consistentes para esta área e se comprometer com a execução dessas políticas. Vamos pedir ao Sr. Sidibé que lidere uma estratégia internacional de monitoramento dos países e cobertura dessas ações de saúde pública mais efetivas junto a LGBT.”
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O encontro também teve a presença do diretor da ONUSIDA-América Latina, Cesar Nunes e da deputada federal Cida Diogo (PT/RJ), que pediu aos representantes da ONU que intercedessem junto ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral pelo fortalecimento da Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos.


Fonte: Assessoria de Comunicação - Grupo Arco-Íris
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"BRINGUEDOS ERÓTICOS" FAZEM SUCESSO NO GRUPO ARCO-ÍRIS

Foi concorrida o bate-papo de estreia do colunista do Jornal O Sexo Dr. Jorge Eurico, ontem, na sede do Grupo Arco-Íris.
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Médico Infectologista e Pesquisador do IPEC – Fiocruz e HGNI, além de Coordenador Regional da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro (SIERJ), Dr. Jorge apresentou as últimas novidades dentre os brinquedinhos usados para apimentar uma relação sexual.
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A surpresa da noite foram alguns vídeos mostrados durante a palestra, que, parece que deixou muita gente com calor.
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Ao que tudo indica, o mesmo assunto deverá ser reapresentado em outro local, apesar de nada estar definido.
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Parabéns ao Dr. Jorge Eurico e ao Grupo Arco-Íris pela iniciativa.
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Aguardem que o BLOG SAÚDE & SEXO divulgará a data, local e assunto do próximo bate-papo.
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quarta-feira, 25 de março de 2009

"BRINQUEDOS ERÓTICOS" SERÃO TEMA DO PRÓXIMO ENCONTRO DO GRUPO ARCO-ÍRIS

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Nesta sexta-feira, dia 27 de março, o Dr. Jorge Eurico, Médico Infectologista e Pesquisador do IPEC – Fiocruz e HGNI, Coordenador Regional da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro (SIERJ) e Colunista exclusivo do Jornal O Sexo, estreará sua participação no Grupo Arco-Íris com uma atividade mensal de orientação a toda comunidade LGBT sobre saúde e sexualidade.
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Venha saber e perguntar tudo aquilo que você quer conhecer mais sobre sexo, e assuntos científicos e médicos relacionados ao tema, sem preconceitos!
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Dia: 27 de março de 2009
Horário: 19h30min em ponto!
Local:
Grupo Arco-Íris
Rua Monte Alegre, 167-A, Santa Tereza
(esta rua fica em frente ao Supermercado Mundial da Rua do Riachuelo)
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Informações:
(21) 2222-7286 / 2215-0844

Email:
arco-iris@arco-iris.org.br


Fonte: Grupo Arco-Íris
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sexta-feira, 13 de março de 2009

PARA ERRADICAR A AIDS, por Dráuzio Varella

Convencer a população a fazer o teste anti-HIV é prioridade máxima em saúde pública
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PELA PRIMEIRA VEZ, surge um modelo para acabar com a epidemia de Aids. Pode parecer uma ideia delirante, mas foi proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Tomo a liberdade de fazer uma introdução. Não se desespere, leitor, será breve.
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Introduzida na clínica em 1995, a associação de medicamentos antirretrovirais (conhecida como "coquetel") mudou a história natural da infecção pelo HIV. Antes da existência deles, quando as infecções oportunistas características da fase de Aids se instalavam, poucos sobreviviam dois ou três anos.
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Um dos aspectos mais impressionantes da ação dessas drogas é a capacidade de reduzir o número de partículas virais no sangue. Em alguns casos, o HIV se torna indetectável mesmo por métodos de altíssima sensibilidade, capazes de acusar a presença de uma única cópia do vírus.
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Infelizmente, a indetectabilidade na corrente sanguínea não representa a cura da infecção, porque o HIV persiste no organismo, em santuários fora do alcance do sistema imunológico.
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Um dia, graças à habilidade de sofrer mutações, o vírus se tornará resistente às drogas administradas e voltará a circular com liberdade. Será preciso mudar o esquema para controlar a multiplicação.
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O tratamento que reduz a carga viral no sangue também provoca queda do número de vírus no esperma e nas secreções vaginais, diminuindo a probabilidade de transmissão sexual.
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Agora, vamos ao tema.
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A OMS acaba de publicar, na revista "The Lancet", um modelo que explora "a possibilidade de eliminar a epidemia de Aids por meio da testagem voluntária e do tratamento imediato de todos os infectados".
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De acordo com ele, cada indivíduo infectado que desconhece sua condição transmite o vírus para sete outros, em média, antes de ir a óbito.
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O modelo compara o impacto do tratamento na carga viral nas várias fases da doença, para concluir que a redução do número de vírus nas secreções sexuais logo depois do contágio diminuiria a probabilidade de transmissão em 99%.
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O estudo da OMS usou como exemplo a África do Sul, país em que 17% dos adultos estão infectados pelo HIV. Lá, os medicamentos são fornecidos gratuitamente, a partir do momento em que o exame de sangue acusa um número de células CD4 (alvos da agressão do HIV) abaixo de 350.
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Nessa fase, a previsão é de que a pessoa já teria infectado outras três.
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Mas, se o tratamento tivesse começado logo após o contato com o vírus, ela infectaria menos de uma pessoa, em média.
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Segundo os autores, o tratamento precoce faria a epidemia sul-africana desaparecer em 14 anos. Os gastos com os testes e o tratamento universal dos infectados seriam menores do que continuar combatendo a doença com as armas atuais. Pelos cálculos, em 2015, a África do Sul gastará com testes e tratamento três vezes mais que hoje.
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Há estimativas de que, em 2015, serão necessários US$ 41 bilhões para testar e tratar os 14 milhões de infectados que chegarão à fase de Aids nos países pobres. Atualmente, as doações disponíveis por meio dos fundos internacionais mal chegam a US$ 10 bilhões.Os críticos afirmam que nesses países faltariam fundos para testar tanta gente, treinar técnicos e fornecer os medicamentos, que o vírus poderia se tornar cada vez mais resistente aos antirretrovirais e que ainda existem 7 milhões de portadores do HIV à espera de tratamento.
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Kevin De Cock, diretor do programa de HIV/Aids da OMS, contrapõe: "No mundo, cerca de 3 milhões de pessoas recebem antirretrovirais gratuitamente. Quem imaginou que isso fosse possível?".
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A OMS propõe que sejam feitas pesquisas em escala limitada para avaliar o modelo de testagem e tratamento imediato, antes de aplicá-lo em populações maiores.
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O problema dos portadores que disseminam o vírus por desconhecer sua condição é da maior gravidade. Na África situada abaixo do deserto do Saara, eles representam 80% dos infectados; nos Estados Unidos, pelo menos 25%; no Brasil, apesar do teste ser oferecido pelo SUS, o Ministério da Saúde calcula que metade dos HIV-positivos esteja nessa situação.
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Convencer a população a fazer o teste anti-HIV é prioridade máxima em saúde pública.
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O estudo publicado pela OMS deve ser olhado com o maior interesse, porque ressalta a importância fundamental de testar grandes massas populacionais, além de ousar propor um modelo para erradicação da epidemia, pela primeira vez na história.
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Fonte: Folha de São Paulo, 28/2/09.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

BOÊMIOS DA SENADO É SUCESSO NO CARNAVAL. E VAI DESFILAR NOVAMENTE...



Após o sucesso do desfile de sábado passado, quando uma multidão acompanhou o GRBC BOÊMIOS DA SENADO cantando a prevenção, o bloco vai desfilar novamente.
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Sábado, dia 28/2, para fechar o carnaval, o BOÊMIOS DA SENADO convida a
tod@s para curtir mais uma vez o Carnaval da Prevenção.
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Com concentração na quadra da Rua do Senado às 15h, o bloco desfilará pelas ruas do Centro a partir das 16h.
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Venha você também cantar a PREVENÇÃO com o BOÊMIOS DA SENADO.
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Clique na imagem abaixo e veja outras fotos do desfile do dia 22.
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E veja também o vídeo do desfile:



Sábado, 28/2, venha se divertir com o BOÊMIOS DA SENADO você também.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

FELIZ CARNAVAL!!! COM SAÚDE E PREVENÇÃO...

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Tempo de prevenção e responsabilidade.
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E prevenção é o tema do desfile do Bloco Carnavalesco "Boêmios da Senado". O desfile acontecerá domingo, dia 22/02 às 15h, com concentração na Candelária às 13h. E deve terminar apenas na Rua do Senado, no Centro, onde fica a quadra do bloco.
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O samba "O Boêmio grita: Prevenção é vida..." é sobre práticas sexuais seguras._
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Os destaques do desfile deste ano são Luana Muniz, Mãe Shirley e Renata Thompson. A atriz Ana Ýcaro promete mais uma de suas polêmicas performances: "Enxurrágua".
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A equipe do estudo iPrEx da Fiocruz, que apóia a agremiação este ano, promete mais um banho de cidadania numa da maiores intervenções contra IST e Aids já vistas no carnaval carioca.
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Só nos resta nos divertir no desfile: TOD@S, domingo, 13h na Candelária.
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Confira, abaixo, a letra do samba:
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NO CARNAVAL

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SE FOR FAZER AMOR,

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USE CAMISINHA!!!

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

BAREBACKING: A ROLETA RUSSA DA AIDS

"Liberdade Sexual": uma idéia que preenchia as mentes dos jovens nos anos 60 poderia ser algo completamente desconhecido de qualquer pessoa com menos de 30 anos e sexualmente ativa. Afinal de contas, estes jovens de cerca de 30 anos conviveram com expressões como "cancer gay", HIV e Aids. E justamente no início de suas vidas sexuais. A dita Liberdade Sexual poderia ser desconhecida. Mas não é bem assim que funcionam as coisas.

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No início deste ano, várias reportagens publicadas pelo Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, mostraram que o número de praticantes de "Barebacking", prática de relações sexuais, muitas vezes em grupo, sem o uso de preservativos, vem crescendo assustadoramente. E mais: a existência de portadores do vírus nesses grupos, que não revelam o seu status sorológico aos demais participantes, completando assim, uma cadeia de contínua transmissão do vírus.

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Para fazer o download desta importante e assustadora matéria do jornalista Vagner Fernandes, clique em um dos links abaixo e escolha a opção Download:
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>>> A Equipe do Blog Saúde & Sexo agradece ao leitor MVRE pela transcrição dos textos da matéria apresentada.
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sábado, 31 de janeiro de 2009

PREVENÇÃO ALÉM DO PRESERVATIVO


Passados quase 30 anos desde o início da epidemia de HIV/aids, o número de infecções continua alto. No ano passado, foram mais de quatro milhões de pessoas infectadas pelo HIV no mundo. O que reforça a tese de que o preservativo, por si só, não está sendo capaz de conter a epidemia. “O uso do preservativo ainda é a forma mais eficaz de prevenção do HIV, mas requer uma mudança de comportamento, onde variáveis culturais, sociais e econômicas podem influenciar negativamente para a incorporação definitiva dessa prática”, explica Mônica Barbosa, psicóloga do centro de pesquisa Projeto Praça Onze da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Precisamos incluir novas formas de prevenção que, juntamente com o uso do preservativo, possam contribuir para uma melhor prevenção do HIV, uma vez que não vislumbramos nenhuma possibilidade de vacina preventiva para os próximos anos”.

Prevenção biomédica
Depois do fracasso recente dos testes de vacina e do uso de microbicidas em mulheres, os olhares dos cientistas se voltam agora para duas promissoras opções de prevenção biomédica: a circuncisão e a profilaxia pré-exposição (iPrEx). Os estudos clínicos dessas duas intervenções estão sendo realizados em vários países do mundo, inclusive no Brasil, onde serão feitos na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e no Projeto Praça Onze/UFRJ.
“As evidências sugerem que a quimioprofilaxia pré-exposição pode contribuir na prevenção do HIV”, afirma José Henrique Pilotto, médico e pesquisador do Instituto de Pesquisa Evandro Chagas da Fiocruz, observando que esse procedimento já é utilizado com sucesso em várias doenças como malária, tuberculose e meningite. O médico lembra que a quimioprofilaxia pré-exposição já reduziu a índices baixíssimos a transmissão vertical, de mãe para filho, e que o tratamento com antiretrovirais após exposição ocupacional vem sendo amplamente utilizado há anos. “Os estudos do iPrEx em animais e em mulheres africanas mostram que estamos no caminho certo”, ressaltou Pilotto, durante seminário científico organizado pela Fiocruz no Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Resultados animadores com iPrEx
Os estudos clínicos sobre a quimioprofilaxia pré-exposição (iPrEx) utilizam o anti-retroviral Truvada, uma combinação de tenofovir com emtricitabina (semelhante à lamivudina), num único comprimido. O Truvada está sendo registrado no Brasil e foi escolhido por ser seguro e eficaz, causando poucos efeitos colaterais durante o tratamento, e por ter uma eficácia de 100% nos testes pré-clínicos em primatas, mesmo após exposição anal repetida. O Truvada demonstrou também ter uma longa meia vida intracelular e uma alta concentração nos tecidos genitais dos macacos.
Além disso, estudos anteriores de profilaxia pré-exposição realizados em mulheres africanas apenas com o tenofovir revelaram que não houve ocorrência de toxicidade renal. Durante a pesquisa, das soroconversões observadas, duas foram no grupo que usou o tenofovir e seis entre as mulheres que tomaram placebo.

Estudos causam polêmicas
A polêmica em torno do iPrEx, no entanto, é grande. Ativistas e pesquisadores contrários à pesquisa alertam sobre os perigos do uso de medicamentos de forma indiscriminada em pacientes saudáveis. Além dos riscos de efeitos colaterais, há o medo de que a profilaxia pré-exposição possa dar a ilusão de uma proteção total ao HIV, reduzindo assim o uso de preservativo nas relações sexuais. As críticas, no entanto, são rebatidas por pesquisadores do iPrEx.
“Temos hoje várias estratégias de prevenção, mas não reduzimos a epidemia. Cada cidadão tem o direito de ter acesso ao maior número possível de intervenções que funcionem. Nosso trabalho como pesquisadores é testar a eficácia, respeitando os princípios éticos”, afirma Mauro Schechter, pesquisador principal do centro de pesquisa do Projeto Praça Onze da UFRJ. “Se confirmarmos a eficácia dessa forma de prevenção, caberá então aos governos definir como utilizá-la”, conclui o pesquisador.
Na América Latina, o iPrEx será testado em 6 mil homens que fazem sexo com homens, com alto risco de infecção pelo HIV. Na África, a pesquisa será feita em heterossexuais e, na Ásia, em usuários de drogas injetáveis. Se comprovada a eficácia, os voluntários receberão a quimioprofilaxia durante os 72 meses do estudo e mais 72 meses, depois que a pesquisa for finalizada.

Circuncisão masculina
Outra estratégia de prevenção, não menos polêmica, é a circuncisão, que há anos vem sendo estudada por pesquisadores em todo o mundo. A circuncisão, retirada cirúrgica do prepúcio do pênis, foi capaz de reduzir em 60% a transmissão do HIV em heterossexuais masculinos, segundo estudos realizados na África e nos Estados Unidos. Os resultados foram considerados promissores, já que os homens heterossexuais são, hoje, vetores importantes da transmissão do HIV. Reduzir a infecção nessa população terá um efeito positivo na prevenção do HIV em mulheres e crianças.
A circuncisão reduz a transmissão sexual do HIV principalmente da mulher para o homem circuncidado. Os três estudos realizados na África apresentaram uma alta redução de infecção pelo HIV no grupo de homens circuncidados e foram, inclusive, descontinuados precocemente para oferecer a circuncisão àqueles que estavam no braço do estudo dos não circuncidados”, informa Jorge Eurico Ribeiro, pesquisador do Instituto de Pesquisa Evandro Chagas da Fiocruz, responsável pelo estudo clínico da circuncisão como estratégia de prevenção no Brasil.

Difícil implementação
Além de reduzir o risco de infecção pelo HIV, a circuncisão melhora a higiene do órgão genital masculino, reduz a infecção por outras DSTs e o risco de desenvolver câncer de pênis. No entanto, valores culturais e religiosos podem dificultar a implementação dessa estratégia de prevenção, juntamente com o alto custo do procedimento e pelo fato de se tratar de uma mutilação.
“Os profissionais do sexo vêm se mostrando bastante receptivos a esta prática de prevenção. Já os homossexuais temem que a circuncisão possa afetar a ereção e trazer prejuízos estéticos ao pênis”, informa o pesquisador da Fiocruz.


Fonte: Site "Saber Viver on line" - www.saberviver.org.br





quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

G.R.C.C. BOÊMIOS DO SENADO GRITA: É CARNAVAL!!!

PREVENÇÃO É VIDA!

CONCURSO GAROTA & GAROTO PREVENÇÃO*
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SEXTA-FEIRA 30 DE JANEIRO

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No Carnaval, divirta-se com

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* Requisitos para participar: Garota - ser trans ou travesti; Garoto - ser boy

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