Páginas

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

CADASTRAMENTO DE VOLUNTÁRIOS PROSSEGUE NA FIOCRUZ

_
O Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, da FIOCRUZ, informa que, apesar da enorme procura, continua cadastrando voluntários para um estudo internacional a ser iniciado em breve.

Chamado "Quimioprofilaxia para a Prevenção do HIV em Homens", o estudo avaliará se o medicamento, tomado apenas uma vez ao dia, é seguro e eficaz na prevenção da infecção pelo HIV em homens que fazem sexo com homens (HSH) com alto risco de se infectarem pelo HIV.

Participe deste estudo que está acontecendo em 6 países do mundo: Peru, Equador, Estados Unidos, África do Sul, Tailândia e Brasil. Acesse o site do estudo, clicando na imagem acima ou aqui.


Fonte: IPEC/Fiocruz

PARADA DO ORGULHO LGBT-RIO: CAMPANHA NÃO À HOMOFOBIA


A Campanha do Grupo Arco-íris de Cidadania LGBT lançada na 13ª Parada do Orgulho LGBT-Rio 2008, que acontece no dia 12 de outubro, pretende ser um canal de divulgação, pressão e mobilização social pela aprovação do PLC 122/06 - criminalização da homofobia, tema já discutido no ano anterior, que esse ano ganha um site, materiais gráficos e um conjunto de eventos no Rio e em várias partes do Brasil que pedem a participação ativa da população para votar a favor. O site ficará ativo, por pelo menos seis meses, para mobilizar as pessoas, trazer a discussão da violência contra LGBT à tona. A campanha estampa manequins com as marcas da homofobia.
_

O conceito
_
Criada pela Indústria Nacional Design e Dialogo Design, a idéia foi criar uma campanha que pudesse impactar a sociedade, mostrar a conseqüência da violência contra LGBT, mas sem retratar pessoas, fazer isso de maneira sensível, criativa e inovadora. Daí, veio a idéia de usar manequins que têm uma expressão sem brilho, mas refletem justamente o que uma pessoa sente quando ela é agredida por sua orientação sexual ou identidade de gênero: apanha simplesmente por existir. No fim, parece que os manequins ganharam vida e a imagem faz refletir sobre todo tipo de violência.
_
VOCÊ É A FAVOR DA LEI QUE CRIMINALIZA A HOMOFOBIA?
_
Clique aqui para votar.

Entenda a lei

Para ler o projeto de lei na íntegra, clique aqui.

VOTE!

sábado, 20 de setembro de 2008

ABIA FAZ SEMINÁRIO SOBRE ACONSELHAMENTO EM HIV/AIDS NO RIO DE JANEIRO


No dia 02 de outubro, a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA) e a Gerência de DST/AIDS da Secretária Municipal de Saúde do Rio de Janeiro realizarão no Hotel Guanabara (Av.Presidente Vargas, 392 - Centro) o seminário Aconselhamento em diferentes contextos: entraves e saída. O objetivo dos organizadores é o de reunir diferentes instituições, profissionais de saúde, pesquisadores, ativistas de movimentos sociais e usuários do sistema público de saúde para discutirem os princípios que norteiam as práticas e as ações de aconselhamento que têm sido realizadas nos últimos anos, tendo em vista a nova dinâmica da epidemia de HIV/AIDS e o acesso a serviços de diagnóstico, prevenção, assistência e tratamento no município do Rio de Janeiro e em cidades vizinhas. A seguir, veja a programação do evento:

9:00h - Abertura

9:20h - Apresentação da pesquisa sobre Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA)

10:20h - Mesa 1: aconselhamento em HIV/AIDS

12:20h - Almoço

13:20h - Mesa 2: A prática de aconselhamento em diferentes espaços: enfrentando as vulnerabilidades. Como eu faço?

15:20h- Coffee break

15:25h - Mesa 3: A prática de aconselhamento em diferentes espaços: enfrentando as vulnerabilidades. Como eu faço (continuação)?

17:25 - Encerramento

A inscrição para o seminário deve ser feita através de contato com a ABIA pelo telefone (21) 2223-1040. O evento é gratuito e as inscrições limitadas.
Mais informações com Ivia Maksud ou Juan Carlos pelo e-mail abia@abiAids.org.br.

Fonte: Abia

terça-feira, 16 de setembro de 2008

MAIOR RISCO DE CONTRAIR DST É ENTRE MENORES DE 20 ANOS, DIZ PESQUISA

BRASÍLIA - A chance de desenvolver uma doença sexualmente transmissível é maior em pessoas com menos de 20 anos. Outros fatores contribuem para aumentar a vulnerabilidade às DST, como sexo desprotegido, múltiplas parcerias sexuais, sexo anal e uso de drogas injetáveis. Os dados são do mais recente levantamento sobre o assunto do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde em cinco capitais: Rio, São Paulo, Porto Alegre, Goiânia, Fortaleza e Manaus.

Entre 2004 e 2007, foram feitos testes de sífilis, gonorréia, clamídia, HIV, Hepatite B e HPV em mais de 9 mil pessoas, divididas em três grupos distintos: 3.303 gestantes, 2.814 homens trabalhadores de pequenas indústrias e 3.210 mulheres e homens que procuraram serviços de saúde especializados em DST. Os dois primeiros compõem a amostra representativa da população geral dessas capitais - mulheres e homens sexualmente ativos, entre 18 e 60 anos. O último conjunto concentra pessoas com características epidemiológicas de maior vulnerabilidade.

O estudo revelou que 42% das grávidas tinham, pelo menos, uma das DST analisadas - 11% tinham uma infecção bacteriana e 37%, viral. Essas últimas, como o HPV e a Hepatite B, não têm cura; podem, apenas, ser controladas, em alguns casos, com medicamentos caros e escassos. Entre essas mulheres, 16,7% tiveram mais de um parceiro sexual no ano anterior e 49,2% disseram que nunca usam preservativo com parceiro fixo. O grupo apresentou, ainda, prevalência de 40,4% para HPV.

Também chamaram atenção as prevalências de clamídia (9,4%) e gonorréia (1,5%). Um total de 10% das gestantes estudadas apresentaram infecção simultânea das doenças. Quando não tratadas, elas podem levar a complicações como parto prematuro, ruptura prematura de membranas, infecção puerperal, cegueira e pneumonia neonatal. A prevalência de Sífilis (2,6%) também é um dado importante, pois a doença pode provocar aborto, morte do feto, malformações ósseas, surdez, cegueira e problemas neurológicos, entre outros.

Essas três doenças são curáveis e o diagnóstico e tratamento devem estar disponíveis na rede pública de saúde. Os medicamentos usados no tratamento, que devem ser prescritos por um médico, também são vendidos na Farmácia Popular, a preços que vão de R$ 0,39 a R$ 5 (exceto a penicilina benzatina, usada no tratamento da Sífilis, e que deve ser aplicada por um profissional de saúde).

Os homens trabalhadores da indústria apresentaram o menor índice de ocorrência de DST (5,2%) entre os pesquisados. Clamídia foi a doença com maior prevalência (3,4%), seguida da Sífilis (1,9%) e gonorréia e Hepatite B, ambas com mesmo percentual (0,9%). Como o exame de HPV exige coleta de material em ambulatório, não houve investigação dessa doença no grupo, pois eles foram abordados no ambiente de trabalho.
Fonte: Agência Aids / O Globo Online

sábado, 30 de agosto de 2008

AIDS: MEDO E PRECONCEITO


A partir da década de 90 pesquisas relacionadas ao crescimento de casos de Aids no País começavam a apontar para o alto índice de pacientes nas camadas mais pobres da população. De acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, de 1980 a junho de 2007, foram notificados 474.273 casos de Aids no País, sendo 289.074 no Sudeste. No ano passado todos os municípios do estado apresentavam pacientes com o vírus. A doença passou a crescer mais em regiões onde a presença do estado é somente percebida pelas forças policiais. Além da dificuldade de se fazer um tratamento correto, o paciente ainda sofre com o preconceito dentro da própria comunidade.
_
Relatos de traficantes que expulsam moradores portadores do vírus HIV têm aumentado, apesar da dificuldade de se registrar os casos, por conta do medo de se falar abertamente sobre a doença. Na favela São José, em Madureira, os moradores que são suspeitos de terem o vírus são acompanhadas de pessoas que trabalham para o tráfico para fazer o exame. “Se der positivo nem precisa voltar para a favela”, quem diz isso é X, 45 anos, que foi expulsa há quatro anos de uma favela da Zona Norte. A sua sobrinha, mulher de um dos bandidos, contou que a tia tinha a doença.
_
“A minha filha mais nova teve hepatite e diziam que era Aids. Toda dia, ela ouvia provocações do tipo: ‘sai de perto que ela tem Aids, pegou da mãe’. Chegou um ponto que ela não agüentou mais e bateu de frente com um deles”, diz.
_
Pouco tempo depois, os traficantes expulsaram as duas da favela: “Eu lembro que um deles dizia em voz baixa para pegar meus documentos. Nós saímos com a roupa do corpo e não deu tempo de pegar mais nada”, relembrando com lágrimas nos olhos. “A casa da minha filha era linda, ela tinha tudo: geladeira, televisão. Eu via que não estavam brincando e sei como eles agem quando não se obedece”, conta X, que portadora do vírus há seis anos.
_
Hoje ela vive na Baixada mas não contou para os seus vizinhos que era soropositiva. “Eu recebo muito carinho das pessoas, elas me dão abraços, não sei se teriam a mesma atitude se soubessem que eu tenho AIDS. Muitas pessoas ainda pensam que a doença se pega pelo ar”, lamenta.
_
“Esquecer a doença é preocupante”
_
Segundo dados do Governo Federal, de dezembro de 2007, o estado do Rio de Janeiro ocupa a terceira posição no Brasil em relação a taxa de incidência de AIDS em jovens de 13 a 24 anos. “Isso mostra que as pessoas esqueceram da doença, mas a nossa luta não acaba nunca. É preciso criar novos espaços de convivência para que a Aids não caia na invisibilidade. Este é hoje, o meu maior receio”, desabafa George Gouvea, psicanalista responsável pelo atendimento dos pacientes que recorrem ao grupo Pela Vidda, instituição que atua pela valorização e dignidade dos pacientes de Aids.
_
George destaca que o crescimento do número de casos de Aids nas camadas mais pobres não é um fenômeno novo. “Essas pessoas sempre estiveram mais vulneráveis. Mesmo os medicamentos sendo distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) através das UDM’s (Unidades Dispensadoras de Medicação de anti-retrovirais), não basta para a pessoa levar uma vida com qualidade. É preciso uma alimentação balanceada, praticar atividade física para ajudar no tratamento, já os efeitos colaterais causados pela doença, podem ser o afinamento dos braços e pernas e o aumento exagerado do abdômen, por causa da redistribuição de gordura corporal. Esse tipo de informação muitas vezes não chega aos pacientes”.
_
Para ele, quem tem recursos pode levar uma vida quase normal. “Para ver a cara da Aids basta ir a um ambulatório. As pessoas vêem o SUS como um favor, mas ele é um direito. Pagamos impostos por isso”.
_
Kátia Edmundo, psicóloga e coordenadora executiva do Centro de Promoção da Saúde (Cedaps), diz que realizar trabalhos focados nesses grupos é dos desafios para controlar o crescimento da doença. “Trabalhar com a prevenção é essencial. Uma das soluções seria o aumento do uso do preservativo feminino, assim a mulher teria mais autonomia e poderia negociar com o parceiro”.

Renata Sequeira

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

AIDS NÃO! PROTEJA-SE. USE CAMISINHA!

O que
John Lennon, Fred Mercury, George Clooney, Gwen Stefani,
Cameron Diaz e Brad Pitt
têm em comum?
_
SIDA = AIDS

terça-feira, 19 de agosto de 2008

FIOCRUZ TESTA REMÉDIO QUE PODE PREVENIR CONTAMINAÇÃO POR HIV

200 homossexuais serão cadastrados para pesquisas com o Truvada,

medicamento que já faz parte do coquetel

RIO - A Fundação Oswaldo Cruz iniciou o cadastramento de 200 voluntários homossexuais que irão participar de uma pesquisa mundial para determinar se o medicamento comercializado com o nome de Truvada, já utilizado no coquetel antiaids, pode também prevenir a contaminação pelo HIV.
-
Um estudo publicado em 2006 demonstrou que a droga teve 97% de eficácia para prevenir a infecção pelo HIV em macacos. O Truvada é um medicamento já aprovado pelo Foods and Drugs Administration (FDA, órgão que controla medicamentos nos EUA) que combina em comprimido o tenofovir e a emtricitabina. É usado em vários países, inclusive no Brasil, no tratamento de HIV/Aids.
_
"Há outros modelos de estudos em andamento, mas essa droga é a que se mostrou mais promissora", disse o infectologista do Instituto de Pesquisas Clínicas e coordenador do estudo na Fiocruz, Jorge Eurico Ribeiro.
_
O estudo global está sendo conduzido pela Universidade de São Francisco e é patrocinado pelo National Health Institute, o ministério da saúde norte-americano, e pela Fundação Bill Gates. Reúne 3.000 voluntários de seis países, que serão acompanhados por um ano e meio.
_
O Truvada foi escolhido por ser um medicamento seguro, com poucos efeitos colaterais e já foi utilizado por cerca de 150 mil pessoas. O comprimido será tomado um vez ao dia por metade dos voluntários. A outra metade irá tomar placebo.
_
"Se o número de infecções for menos no grupo que recebeu o Truvada, isso pode indicar que ele é eficaz na prevenção da contaminação. Se o índice de novas infecções for baixo em ambos os grupos, teremos conseguido uma forma de aconselhamento que efetivamente reduziu o risco HIV", explicou Ribeiro, ressaltando que a equipe da Fiocruz está efetivamente comprometida em diminuir os índices de infecção.
_
Durante as 72 semanas da pesquisa, os voluntários serão examinados e farão exames mensalmente, além de responderem a um questionário anônimo sobre o seu comportamento sexual no período. Ribeiro enfatizou que o grupo receberá camisinhas e orientações de como evitar a contaminação.
_
"Vamos acompanhar um grupo de alto risco e cruzaremos as informações que eles nos darão com os exames para chegar ao resultado", explicou Ribeiro. Os voluntários têm de ser homens que façam sexo com homens, tenham no mínimo 18 anos e sejam HIV negativo, saudáveis e sexualmente ativos.
_
O fabricante do Truvada, o laboratório Gilead Sciences está fornecendo os comprimidos para o estudo, mas não participou do desenho, implementação ou aplicação do estudo, informou Ribeiro. "O estudo está totalmente de acordo com padrões éticos e foi aprovada pela Fiocruz e pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) do Ministério da Saúde", disse ele.
_
Fonte: Fabiana Cimieri, especial para O Estado de São Paulo

Para maiores informações sobre a pesquisa, entre em contato através de:

email: iprex@iprex.com.br ou ligue GRÁTIS 0800-28-47739

domingo, 3 de agosto de 2008

CONFERÊNCIA AIDS 2008: BRASIL É NOTÍCIA NO MÉXICO

Em um contexto global em que a epidemia global de HIV/aids no mundo começa a mostrar indícios alentadores, o México aparece como un dos países que destinam mais recursos internos à luta contra a doença, revelou o Informe sobre a Epidemia Mundial de Aids 2008. -
_
Considerando somente o gasto nacional, unicamente o Brasil, a África do Sul , e a Federação Russa estão gastando mais para frear a doença, revelou o documento. .O mesmo indica que a infecção foi reduzida de três a 2.7 milhões de pessoas no final do ano passado e as mortes por aids diminuíram para 2 milhões.
-
Elaborado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids), o informe assegura que o futuro da epidemia ainda é “incerto”, pelo que urge intensificar ações preventivas e de tratamento. No mundo há 33 milhões de pessoas que vivem com o HIV, número que traduz uma estabilização da epidemia, mas a um custo alto, porque “o silêncio, o temor e a vergonha” ainda permitem que esta doença se multiplique com estigmas e discriminação.
-
E se a taxa de novas infecções baixou em vários países, no plano mundial esta tendência é compensada em parte pelos novos casos em outros países, sobretudo entre os mais pobres. A metade de todas as infecções pelo HIV correspondem a mulheres, percentagem que tem se mantido estável durante os últimos anos; e em geral se registra um aumento entre os jovens de 15 a 24 anos de idade. O informe destaca que o número de pessoas em tratamento aumentou em um milhão, tendo alcançado um total de três milhões de pacientes que recebem terapia com anti-retrovirais, o que resultou na redução do número de mortes pela aids de 2.2 (2005) a 2.1 milhões (2006) e depois a dois milhões (2007).
_
“Continuam existindo cinco novas infecções para cada duas pessoas que entram em tratamento. Desta forma, fica claro que não estamos contendo a epidemia o suficiente”, disse Paul de Lay, da Unaids. O acesso ao tratamento melhorou muito, no entanto, sem lograr os objetivos mundiais. Segundo a Unaids, em 2007 os programas contra o flagelo dispuseram de 10 bilhões de dólares, 8 bilhões a menos que o necessário.
_
A tuberculose ainda é a causa principal de morte para quem vive com o HIV em países de pobres. No informe, Philippe Lamy, representante da Organização Mundial de Saúde no México, assinalou que a tuberculose triplicou sua prevalência em países com alta incidência de HIV nas últimas duas décadas. Carlos Núñez, representante da Unaids para a América Latina, informou que em 2007 as novas infecções foram estimadas em 140 mil, tanto que o número de pessoas que vivem infectadas chegou a 1.7 milhões. Se estima que naquele ano 63 mil pessoas morreram como consequência de enfermidades ligadas à aids.
_
A epidemia na AL se mantém geralmente estável; a transmissão na região se dá principalmente entre homens que fazem sexo com homens, professionais do sexo e, em menor medida, usuários de drogas injetáveis. Brasil y México têm as mais altas taxas de contágio; o primeiro tem mais de 40 por cento dos casos (730 mil); o México tem mais de 2 mil pessoas HIV-positivas.
_
Números que doem A cada dia cerca de 7 mil 500 pessoas se infectam pelo HIV no mundo, a maioria por contato sexual ou pelo consumo de drogas injetáveis. A África subsaariana continua sendo a região mais afetada pela epidemia. 67 por cento dos casos globais se registram naquela região. A maior incidência também está ligada a mais mortes pela enfermidade. 72 por cento das mortes pela aids ocorrem na África subsaariana.

por Eugenia Jiménez, traduzido por Ygor Dias Moura

Fonte: Jornal Milênio - Cidade do México http://www.milenio.com/mexico/milenio/notaanterior.asp?id=989753

quinta-feira, 31 de julho de 2008

AIDS CRESCE NA CHINA E INDONÉSIA MAS MELHORA NA ÁFRICA, DIZ RELATÓRIO DA ONU

O número de novos casos de contaminação pelo vírus HIV caiu ligeiramente no mundo, em 2007, de acordo com um relatório divulgado na terça-feira pelo Programa das Nações Unidas para HIV e AIDS (Unaids). Pelo segundo ano consecutivo, caiu também o número de mortos pela epidemia: dois milhões de pessoas em todo o planeta. Mas a notícia ainda está longe de ser considerada boa. De acordo com o órgão, é preciso intensificar a luta contra a epidemia, que atinge 33 milhões de pessoas em todo o mundo - sendo dois milhões de crianças com menos de 15 anos.
_
"Os avanços distribuem-se de forma desigual,
e o futuro da epidemia continua a ser incerto"
_
Segundo estimativa feita pelo órgão, 2,7 milhões de novos casos da doença surgiram no planeta, o equivalente a quase 7.400 novas infecções por dia. A África subsaariana ainda é, de longe, o maior foco de infecção do planeta com 67% dos casos e 72% das mortes provocadas pela doença. Mas o números melhoraram ligeiramente na região, ondem vivem 90% das crianças contaminadas pelo HIV em todo o mundo.
_
"Um aumento de seis vezes no montante gasto com os programa de combate ao HIV em países de baixa e média renda, entre 2001 e 2007, começa a render frutos", afirmou o relatório. "Os avanços, no entanto, distribuem-se de forma desigual, e o futuro da epidemia continua a ser incerto, chamando atenção para a necessidade de intensificar as ações para avançar rumo ao acesso universal à prevenção, ao tratamento, ao cuidado e ao apoio quando se trata do HIV", disse o documento, lançado antes de uma conferência internacional sobre a Aids a ser realizada de 3 a 8 de agosto, na Cidade do México. O Blog Saúde & Sexo estará presente à conferência.
_

Mas a Aids ainda cresce em países como a China, a Indonésia, o Quênia, Moçambique, Papua Nova Guiné, a Rússia, a Ucrânia e o Vietnã. As contaminações pelo HIV também estão aumentando em países como a Alemanha, a Grã-Bretanha e a Austrália.
"Os avanços na preservação de vidas ao evitar novas contaminações e fornecer tratamento para os portadores do HIV devem ser mantidos no longo prazo", disse em um comunicado o diretor-executivo do Unaids, Peter Piot. "Os ganhos de curto prazo devem servir de plataforma para revigorar os esforços que combinam prevenção e tratamento e não para alimentar qualquer tipo de complacência." O relatório veio a público cinco dias depois de o Congresso dos EUA ter aprovado uma grande ampliação do programa de combate à Aids e a outras doenças na África e em outras partes do mundo. A medida agora precisa ser sancionada pelo presidente americano, George W. Bush.

Na América Latina, a estimativa do órgão é de que 140 mil novos casos de infecções com o vírus surgiram no ano passado, elevando a 1,7 milhão o número de soropositivos no subcontinente. Cerca de 63 mil pessoas morreram por doenças decorrentes da Aids no ano passado, na região, onde a transmissão do vírus ocorre principalmente em homens que fazem sexo com outros homens, garotos e garotas de programa e (em menor extensão) usuários de drogas injetáveis.

No Brasil, falta de prevenção e tratamento na Amazônia e no sertão

Na divulgação do relatório, o Ministério da Saúde estimou que 600 mil pessoas viviam com HIV no Brasil em 2007, das quais 180 mil já desenvolveram os sintomas e estão em tratamento com remédios anti-retrovirais. O Brasil registra 30 mil novos casos por ano, sendo cerca de um terço deles na população de 15 a 24 anos. Por ano, morrem 11 mil pessoas no país em decorrência da doença. A incidência da doença é estável no Brasil nesta década. A taxa de novas infecções pelo HIV caiu em vários países, mas essa queda foi contrabalançada globalmente pelo crescimento de novas infecções em outras regiões.

O coordenador do Unaids no Brasil, Pedro Chequer, disse que há avanços na situação mundial, mas enfatizou que é preciso garantir o acesso universal dos portadores do HIV a tratamento, assim como oferecer testes em larga escala. Ele disse que o uso de preservativos é a melhor saída para prevenir a doença e acrescentou que o Brasil serve de exemplo para o mundo.

A AIDS EM NÚMEROS

Número total de infectados por região:
África subsaariana : 22 milhões
Africa do Norte e Oriente Médio : 380 mil (sendo 320 mil só no Sudão)
Ásia do Sul e do Sudeste : 4,2 milhões
Ásia do leste : 740 mil
América Latina : 1,7 milhão
Caribe : 230 mil
América do Norte : 1,2 milhão
Europa Ocidental e Central : 730 mil
Europa Oriental e Ásia Central : 1,5 milhão
Oceânia : 74 mil
Novas infecções pelo HIV em 2007:
África subsaariana : 1,9 millhão
África do Norte e Oriente Médio : 40 mil
Ásia do Sul e do Sudeste : 330 mil
Ásia do Leste : 52 mil
América Latina : 140 mil
Caribe : 20 mil
América do Norte : 54 mil
Europa Ocidental e Central : 27 mil
Europa Oriental e Ásia Central : 110 mil
Oceânia : 13 mil

Fonte: O Globo Online / Agências Internacionais

quinta-feira, 24 de julho de 2008

NÚMERO DE JOVENS GAYS MASCULINOS COM HIV CRESCE 70,5%

Entre a população de 13 a 19 anos, há 10 mulheres infectadas para cada 6 rapazes portadores de HIV

O número de jovens homo e bissexuais masculinos com HIV no País aumentou 70,5% em uma década, revelou o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Em 1996, homossexuais e bissexuais masculinos representavam 24,1% do total de casos da doença entre 13 e 24 anos. Em 2006, a proporção saltou para 41,1% dos casos na mesma faixa etária. Entre heterossexuais, a proporção também aumentou neste período, mas numa velocidade menor, 51,6%.
_
O documento mostra ainda que, entre jovens, o grupo feminino está mais vulnerável à epidemia. Na faixa etária de 13 a 19 anos, há hoje dez mulheres infectadas para cada seis homens. Algo bem diferente do que ocorria em 1985, quando eram contabilizados 14 casos no grupo masculino para cada caso feminino.
_
As duas tendências preocupantes reveladas pelo boletim têm em sua origem um problema comum: dificuldade no acesso a serviços de saúde e resistências culturais. “Meninas sentem-se inibidas em recorrer a postos de coleta de preservativos. O mesmo ocorre com jovens gays, que temem a discriminação”, afirmou a coordenadora do Programa Nacional de DST-Aids, Mariangela Simão. No caso de jovens gays, há um problema adicional, vivido também na Alemanha e em alguns estados americanos. Esta geração cresceu longe do horror que a doença provocava no início da epidemia. Agora, a aids é vista como um problema crônico, o que, em parte, acaba abrindo brechas para que a prevenção seja mais “frouxa”.
_
Diante da tendência registrada entre bissexuais homens e homossexuais, o Programa Nacional de DST-Aids, em conjunto com a sociedade civil, desenvolveu um conjunto de ações. A estratégia tem como principal objetivo reduzir a homofobia entre grupos de jovens, ampliar a consciência sobre a necessidade de proteção e do uso de preservativos. Entre homossexuais e bissexuais de faixas etárias mais altas, o número de casos novos está caindo. Justamente por isso, a média de casos de aids entre homo/bissexuais mantém-se estável.
_
EM QUEDA - O boletim aponta ainda uma tendência de queda no número de casos de aids no Brasil. Em 2006, foram registrados 32.628 casos novos da infecção. Em 2002, haviam sido notificados 38.816 novos pacientes. “Mas é cedo para falar que o número de casos está caindo. Para isso, precisamos esperar pelo menos mais dois anos”, afirmou.
_
A cautela se explica. A epidemia hoje está pulverizada pelo País, 86% dos municípios brasileiros têm casos registrados da doença. “Com a interiorização, há maior risco de a notificação dos casos ser mais lenta”, observou. A análise dos dados mostra que o número de casos da doença permanece estável nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Já nas regiões Norte e Nordeste, a epidemia apresenta um ritmo crescente.
_
A diferença também é notada nas taxas de mortalidade. Regiões Norte e Nordeste apresentam números mais elevados. Para Mariangela, isso demonstra deficiências nos sistemas de saúde dessas duas regiões. “É preciso melhorar principalmente o diagnóstico precoce e o início do tratamento”, observou. O trabalho mostra, por exemplo que 13,9% dos indivíduos diagnosticados com aids no Norte morreram um ano depois da descoberta da doença. No Sudeste, 95% das pessoas com aids continuam vivas cinco anos depois do diagnóstico.
_
O documento também indica a redução dos casos da doença entre usuários de drogas injetáveis. Para Mariangela, essa redução é fruto da combinação de três fatores: eficácia do programa de redução de danos - que distribui seringas para usuários -, a morte de parte dos pacientes dependentes de drogas injetáveis e, também, a mudança do perfil do uso de drogas no País. “O uso de crack agora é muito mais intenso do que o de drogas injetáveis”, observa.
_
Atualmente, a aids atinge 0,5% da população brasileira entre 15 e 49 anos. Apesar da distribuição de medicamentos anti-retrovirais, as taxas de mortalidade são estáveis: 5,1 por 100 mil habitantes. “A terapia aumenta a expectativa de vida dos pacientes. Mas aqueles que já estão em tratamento há mais tempo podem apresentar resistência aos remédios”, explicou.
Por: Ligia Tormenti
Fonte: O Estado de São Paulo