
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
terça-feira, 30 de setembro de 2008
"Há três semanas eu descobri que tenho o vírus HIV." - AS ALUCINANTES NOITES DOS CAMICASES
As drogas que alavancam o comportamento sexual irresponsável – tanto de homossexuais como de heterossexuais – podem ser pesadíssimas. Além da onipresente cocaína, consome-se bastante o chamado special K, um anestésico de cavalo com efeito alucinógeno arrebatador. Outra droga que começa a despontar no Brasil é o crystal. Derivado da anfetamina, ele é muito comum nas festas gays. Nos Estados Unidos, onde o seu uso está amplamente disseminado, o crystal é alvo de campanhas antiaids por favorecer enormemente o sexo sem proteção. Um estudo publicado no Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes mostra que o crystal aumenta em 46% o risco de infecção pelo HIV. O álcool, por sua vez, quando consumido em excesso, quintuplica a probabilidade de um jovem fazer sexo sem proteção. Com a palavra a gaúcha C.A., secretária de 28 anos:
"O abuso de bebida na adolescência me levou a ter aids. Quando completei 18 anos, conheci um cara que adorava beber e eu passei a acompanhá-lo nas bebedeiras. A partir do nosso terceiro encontro, abandonei o preservativo. O álcool distorcia a minha visão da realidade. Dois meses depois do início do relacionamento, nós nos separamos. Sete anos mais tarde, por causa de uma febre alta que não cedia, descobri que estava com aids. Desconfio que peguei a doença daquele namorado. Mas não tenho certeza porque depois dele voltei a fazer sexo sem proteção. Infelizmente, existe a possibilidade de eu ter infectado outras pessoas sem saber".
_Um estudo conduzido pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo revela que 44% dos brasileiros recém-diagnosticados com HIV (14.000 pessoas ao ano, segundo as estatísticas oficiais) só descobrem a infecção com a manifestação dos primeiros sintomas da doença, como aconteceu com a secretária C.A. Em média, da infecção aos primeiros sinais da doença transcorrem sete anos. Ou seja, ao longo de todo esse período, homens e mulheres infectados podem pôr a vida de outras pessoas em risco – além da sua própria. Graças à evolução dos coquetéis de remédios, os jovens de hoje formam a primeira geração que não presenciou a devastação causada pelo HIV nos anos 80. "Para essa juventude, a aids parece ser uma realidade distante", diz o sanitarista Alexandre Grangeiro, coordenador do trabalho da USP. "Além disso, como os retrovirais estão mais eficazes, os jovens superestimam os efeitos dos medicamentos e acreditam que podem tratar a aids como um mal crônico qualquer." De fato, tais remédios têm tudo para garantir uma longa vida ao jovem A.K., o estudante de 21 anos que acaba de se descobrir portador do HIV. A "normalidade" que ele imagina, no entanto, é uma ilusão. Apesar de todos os progressos na área farmacêutica, conviver com o HIV não é tão simples assim. Os remédios só fazem efeito se tomados à risca, apresentam efeitos colaterais desagradáveis e a quantidade pode chegar a nove comprimidos diários. O melhor é não ter de tomá-los. Muito melhor é ter responsabilidade.
Reportagem: Adriana Dias Lopes Fonte: Revista VEJA Online - ed. 1/10/2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
MINISTÉRIO DA SAÚDE CONFIRMA QUE GAYS NÃO PODEM DOAR SANGUE

CRESCE INCIDÊNCIA DE AIDS ENTRE USUÁRIOS DE DROGAS INJETÁVEIS

LONDRES (Reuters) - A taxa de infecção do vírus HIV entre usuários de drogas injetáveis parece estar em ascensão, segundo estudo publicado semana passada.
Estima-se que haja 3 milhões de usuários de drogas injetáveis soropositivos, segundo a compilação de estudos e de dados da ONU e de especialistas internacionais.
Essa pesquisa detectou o uso de drogas injetáveis em 148 países, e descobriu que em nove países esse tipo de paciente representa 40 por cento dos soropositivos: Estônia, Ucrânia, Myanmar, Indonésia, Tailândia, Nepal, Argentina, Brasil e Quênia.
"Os novos dados sugerem aumentos tanto no número de usuários de drogas injetáveis quanto na prevalência do HIV em usuários", disseram Kamyar Arasteh e Don Des Jarlais, do Centro Médico Beth Israel, de Nova York, em um comentário sobre o estudo publicado na revista médica Lancet.
Segundo eles, ainda há tempo para educar as pessoas em países onde o uso de drogas injetáveis é comum, mas o vírus ainda não começou a infectá-los em grande escala.
Seringas usadas podem transmitir o vírus da Aids, e os usuários de drogas também ficam mais propensos a outros comportamentos de risco, como o sexo sem preservativo.
Os pesquisadores estimam que em 2007 quase 16 milhões de pessoas tenham usado drogas injetáveis. China, EUA e Rússia lideram essa estatística. Segundo eles, há poucos dados da África, e o Sudeste Asiático, o Leste Europeu e a América Latina também despertam preocupação.
"O uso de drogas injetáveis ocorre na maioria dos países, e a infecção por HIV é prevalente entre muitas populações de usuários de drogas injetáveis, representando um grande desafio à saúde global", escreveram Bradley Mathers e seus colegas do Centro Nacional de Pesquisa com Drogas e Álcool da Austrália.
A pesquisa apontou grandes disparidades entre os países. Na Grã-Bretanha, por exemplo, 0,4 por cento das pessoas entre 15 e 64 anos já usaram drogas injetáveis, e 2,3 por cento delas têm Aids.
Na Espanha, a proporção de usuários é inferior, 0,31 por cento, mas quase 40 por cento deles têm o HIV, maior proporção da Europa, segundo os pesquisadores.
Mesmo tendo mais usuários, Austrália e Nova Zelândia mantiveram baixíssimos índices de contaminação, graças a adoção de programas de distribuição e troca de seringas e agulhas na década de 1980.
Eles também citaram com preocupação a rápida expansão da epidemia entre usuários estonianos nos últimos anos. "Há uma década, o HIV não era identificado entre pessoas que injetavam drogas na Estônia. Uma estimativa recente sugere que agora a prevalência do HIV em algumas populações tenha alcançado 72 por cento em uma amostra de usuários de drogas injetáveis."
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
CADASTRAMENTO DE VOLUNTÁRIOS PROSSEGUE NA FIOCRUZ
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PARADA DO ORGULHO LGBT-RIO: CAMPANHA NÃO À HOMOFOBIA

O conceito
Para ler o projeto de lei na íntegra, clique aqui.
VOTE!
sábado, 20 de setembro de 2008
ABIA FAZ SEMINÁRIO SOBRE ACONSELHAMENTO EM HIV/AIDS NO RIO DE JANEIRO

9:00h - Abertura
9:20h - Apresentação da pesquisa sobre Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA)
10:20h - Mesa 1: aconselhamento em HIV/AIDS
12:20h - Almoço
13:20h - Mesa 2: A prática de aconselhamento em diferentes espaços: enfrentando as vulnerabilidades. Como eu faço?
15:20h- Coffee break
15:25h - Mesa 3: A prática de aconselhamento em diferentes espaços: enfrentando as vulnerabilidades. Como eu faço (continuação)?
17:25 - Encerramento
Fonte: Abia
terça-feira, 16 de setembro de 2008
MAIOR RISCO DE CONTRAIR DST É ENTRE MENORES DE 20 ANOS, DIZ PESQUISA
Entre 2004 e 2007, foram feitos testes de sífilis, gonorréia, clamídia, HIV, Hepatite B e HPV em mais de 9 mil pessoas, divididas em três grupos distintos: 3.303 gestantes, 2.814 homens trabalhadores de pequenas indústrias e 3.210 mulheres e homens que procuraram serviços de saúde especializados em DST. Os dois primeiros compõem a amostra representativa da população geral dessas capitais - mulheres e homens sexualmente ativos, entre 18 e 60 anos. O último conjunto concentra pessoas com características epidemiológicas de maior vulnerabilidade.
O estudo revelou que 42% das grávidas tinham, pelo menos, uma das DST analisadas - 11% tinham uma infecção bacteriana e 37%, viral. Essas últimas, como o HPV e a Hepatite B, não têm cura; podem, apenas, ser controladas, em alguns casos, com medicamentos caros e escassos. Entre essas mulheres, 16,7% tiveram mais de um parceiro sexual no ano anterior e 49,2% disseram que nunca usam preservativo com parceiro fixo. O grupo apresentou, ainda, prevalência de 40,4% para HPV.
Também chamaram atenção as prevalências de clamídia (9,4%) e gonorréia (1,5%). Um total de 10% das gestantes estudadas apresentaram infecção simultânea das doenças. Quando não tratadas, elas podem levar a complicações como parto prematuro, ruptura prematura de membranas, infecção puerperal, cegueira e pneumonia neonatal. A prevalência de Sífilis (2,6%) também é um dado importante, pois a doença pode provocar aborto, morte do feto, malformações ósseas, surdez, cegueira e problemas neurológicos, entre outros.
Essas três doenças são curáveis e o diagnóstico e tratamento devem estar disponíveis na rede pública de saúde. Os medicamentos usados no tratamento, que devem ser prescritos por um médico, também são vendidos na Farmácia Popular, a preços que vão de R$ 0,39 a R$ 5 (exceto a penicilina benzatina, usada no tratamento da Sífilis, e que deve ser aplicada por um profissional de saúde).
Os homens trabalhadores da indústria apresentaram o menor índice de ocorrência de DST (5,2%) entre os pesquisados. Clamídia foi a doença com maior prevalência (3,4%), seguida da Sífilis (1,9%) e gonorréia e Hepatite B, ambas com mesmo percentual (0,9%). Como o exame de HPV exige coleta de material em ambulatório, não houve investigação dessa doença no grupo, pois eles foram abordados no ambiente de trabalho.
sábado, 30 de agosto de 2008
AIDS: MEDO E PRECONCEITO

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