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quarta-feira, 26 de março de 2008

MINISTÉRIO DA SAÚDE LANÇA PLANO DE COMBATE À AIDS ENTRE GAYS HSH E TRAVESTIS


Pela primeira vez, o Ministério da Saúde lançou um plano de ações para conter a incidência da aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis entre gays, homens que fazem sexo com homens (HSH) e travestis. Durante o lançamento, nesta terça-feira (25), o ministro José Gomes Temporão reforçou a importância da medida. “É fundamental reconhecer a magnitude da aids entre essa população e priorizar ações efetivas nessa área”.


O plano tem oito objetivos para gays e outros HSH e seis para travestis. No documento, são priorizados temas como a redução das vulnerabilidades associadas à orientação sexual, a garantia do acesso à prevenção da aids, a ampliação de informações sobre essa população e a garantia de ações nas três esferas de governo. Estudos de comportamento sexual do Ministério da Saúde indicam que gays e HSH têm 11 vezes mais chances de serem infectados pelo HIV do que homens heterossexuais.


Na ocasião, também foi lançada ação educativa para esse público específico. O material gráfico enfoca a linguagem e a identidade da população definida como público-alvo. Cartazes e folhetos serão distribuídos em bares, boates, festas e espaços de freqüência gay, além de organizações da sociedade civil que trabalham com o público.


Respeito – Entre os fatores de vulnerabilidade abordados no plano estão o desrespeito aos direitos humanos, à orientação e à identidade sexual; as dinâmicas dos espaços de sociabilidade típicos desse grupo (pontos de pegação, cinemas, saunas, parques e banheiros públicos) e a prevenção entre parceiros.


Keila Simpson, representante da Associação Nacional de Travestis (ANTRA) e uma das colaboradoras do Plano, explicou que as travestis precisam de apoio para reduzir o preconceito e a discriminação que as envolve. “Travesti não é homem nem mulher e isso precisa ser respeitado. É muito bom poder discutir abertamente este tema com um governo que nos ouve”. Em janeiro, pela primeira vez, um grupo de travestis foi recebido pelo ministro da Saúde.


O presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (ABGLT), Toni Reis, também elogiou o plano e lembrou a realização da I Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (GLBT), que será em maio, em Brasília. “O Ministério da Saúde tem se mostrado extremante sensível à nossa causa e isso é um avanço. Estamos saindo do armário. Este é o caminho para atingirmos a cidadania plena”. Toni ainda destacou o incentivo do Ministério às ações de prevenção nas paradas do orgulho GLBT em todo o Brasil.


Epidemiologia – Segundo o Boletim Epidemiológico, houve um crescimento do percentual de casos de aids entre homossexuais e bissexuais de 13 a 24 anos de idade, variando de cerca de 24%, em 1996, para aproximadamente 41%, em 2006. Na faixa etária de 25 a 29 anos, nessa categoria de exposição, a variação foi um pouco menor, mas também indicou crescimento: de 26% (1996) para 37% (2006). Já entre indivíduos de 30 a 39 anos, os índices apontam para uma pequena tendência de queda: de 30%(1996) para 28% (2006).


A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas Sexuais (PCAP), de 2004, estima que a população gay e HSH brasileira de 15 a 49 anos em 3,2 % da população ou cerca de 1,5 milhão de pessoas. A partir dessa base populacional, a PCAP calculou a taxa de incidência da aids desse segmento em 226,5 casos por grupo de 100 mil habitantes, cerca de onze vezes maior que a taxa da população geral, que é de 19,5 casos por 100 mil.
Fonte:
Programa Nacional de DST e Aids
Assessoria de Imprensa

sábado, 22 de março de 2008

FILMES PORNÔS GAYS SÃO RECOLHIDOS APÓS ESCÂNDALO DE HIV


Filmes pornográficos voltados ao público homossexual foram retirados de circulação na Europa depois que a investigação de um programa jornalístico revelou os riscos da chamada pornografia "bareback" --que consiste na prática sexual sem o uso de preservativo.

Dois dos títulos traziam cenas filmadas na França na qual oito atores britânicos mantinham relações sexuais entre si sem usar camisinha.

Segundo a reportagem do programa "Newsnight", transmitido pelo canal de televisão BBC 2, quatro dos atores que participaram dos filmes foram diagnosticados como soropositivos logo depois das filmagens.

Um deles disse à BBC que estava angustiado pela venda das imagens que, segundo ele, mostravam o momento em que foi infectado.

A reportagem do programa Newsnight entrou em contato com as produtoras dos filmes, que afirmaram que iriam retirar os títulos das prateleiras, mas não comentaram sobre o caso das infecções.

Além disso, depois da investigação, a principal produtora britânica de filmes pornográficos "bareback", a Icreme, afirmou à BBC que somente irá produzir filmes nos quais os modelos aparecem usando camisinha.

O episódio ilustra a preocupação recente da comunidade homossexual no Reino Unidos com a infecção de atores de filmes pornográficos pelo vírus HIV.

A expressão "bareback", que significa cavalgar sem sela, surgiu na década de 90 quando um grupo de americanos começou um movimento contra o uso de camisinha. No Reino Unido, houve uma explosão dos filmes do gênero nos últimos quatro anos e os títulos "bareback" já representam 60% do mercado homossexual.

Riscos

De acordo com especialistas em saúde, o sucesso dos filmes pornográficos deste tipo é um sinal de complacência da sociedade em relação aos riscos do HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, que se reflete no aumento de novas infecções no Reino Unido.

Ceri Evans, conselheira de saúde sexual do hospital Charing Cross, em Londres, disse ao programa "Newsnight" que há uma possibilidade de estar acontecendo uma fadiga da camisinha.

"Nós estamos falando de camisinha há tanto tempo que as pessoas já estão entediadas ou pensam que já sabem tudo sobre proteção. A educação (sexual) nas escolas não é o que poderia ser para ninguém, nem para os heterossexuais e especialmente se você é gay", disse Evans.

O sucesso dos filmes pornográficos homossexuais nos quais os atores não usam camisinha é uma preocupação para muitos gays que passaram pelas décadas 80 e 90 --período de explosão do HIV.

Nos Estados Unidos, um dos principais diretores de filmes pornográficos, Chi Chi Larue, iniciou uma campanha contra os filmes "bareback".

"Depois de tudo o que a comunidade gay passou, por que estamos colocando as pessoas em riscos pelos filmes pornôs?", diz o diretor em um comercial cujo objetivo é persuadir as pessoas a boicotarem os títulos desta categoria.

No Reino Unido, a campanha contra os filmes bareback é liderada pelo diretor Steven Brewer.

Ele está promovendo a assinatura de um novo código de conduta entre produtores e atores de filmes pornográficos feito para reduzir os riscos na indústria pornográfica homossexual.

"Eu não quero outro modelo de 18 anos chorando nos meus ombros sem saber como vai contar aos pais ou ao parceiro que ele é HIV positivo", disse Brewer ao programa "Newsnight".

O programa sobre o escândalo envolvendo casos de Aids na indústria pornográfica gay no Reino Unido FOI transmitido pela BBC 2 na quarta-feira, 9 de março.



MADELEINE HOLT, da BBC

terça-feira, 18 de março de 2008

O COQUETEL DO DIA SEGUINTE

Jovens que fazem sexo sem proteção agora recorrem ao uso profilático de remédios contra a Aids

O economista Adriano Abramavicus, de 30 anos, só se deu conta da bobagem ao voltar para casa, com o dia amanhecendo. Movido a vodca com energético, ele acabara de fazer sexo sem proteção com uma total desconhecida, de quem nem lembra o nome. Os dois se atracaram numa festa rave, em São Paulo. "Fiquei preocupado por ter transado sem camisinha, mas não entrei em desespero: lembrei dos remédios e, no ato, senti um conforto na alma."

Abramavicus já havia passado por situação semelhante e, como forma de prevenir a possível contaminação pelo vírus HIV, foi orientado por seu médico a tomar o coquetel anti-Aids. Depois da nova imprevidência, lá estava ele outra vez, tomando seis comprimidos diários e enfrentando os terríveis efeitos colaterais da medicação - depressão e dores no estômago, principalmente.

Jovens como Abramavicus começam a aparecer com freqüência nos consultórios de infectologistas. Em sua maioria, são homens entre 20 e 30 anos. Eles vão para a balada, bebem demais e, quando caem em si, é tarde demais: fizeram sexo sem proteção. Aí correm em busca do coquetel anti-HIV, para evitar uma eventual infecção.

A facilidade com que essas pessoas se expõem à Aids é reflexo direto dos avanços no tratamento da doença. Em seus primórdios, no início dos anos 80, a contaminação pelo HIV representava uma sentença de morte.

Entre o diagnóstico e a fase terminal, transcorriam apenas seis meses. Atualmente, com a detecção precoce do vírus e o uso correto de medicamentos potentes, a Aids pode ser enfrentada como uma doença crônica.

"Os jovens de hoje não testemunharam os estragos causados pelo HIV vinte anos atrás e, por esse motivo, não se assustam tanto com a doença", diz o infectologista Artur Timerman, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O uso profilático do coquetel anti-Aids remonta a meados dos anos 90.

Inicialmente era destinado apenas a profissionais de saúde que entravam acidentalmente em contato com o vírus. Agora, tornou-se uma panacéia para marmanjos arrependidos de suas noitadas. A medida visa a impedir quanto antes a proliferação do HIV no organismo. Por esse motivo, o coquetel deve ser administrado até 72 horas depois da contaminação.

Ainda não se sabe o grau de eficácia do uso profilático do coquetel por quem se expôs sexualmente ao HIV. Não há nenhum estudo conclusivo sobre o assunto. O que existe são pesquisas um tanto limitadas com mulheres vítimas de estupro. Em todas elas, as participantes que receberam a medicação não desenvolveram a doença.

O problema é que é muito difícil saber se o agressor era portador ou não o vírus da Aids. Os trabalhos mais rigorosos são os que envolvem os profissionais de saúde. Nesses casos, as taxas de sucesso chegam a 80%. Alguns médicos não se sentem confortáveis para prescrever o coquetel profilático.

"A garotada já não usa a camisinha como deveria, e tenho muito receio de que a popularização dessa terapia se transforme numa opção ao sexo seguro", diz o infectologista David Uip, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Há de se levar em conta, também, que recorrer aos remédios anti-Aids não é tão simples quanto tomar um comprimido para dor de cabeça. A profilaxia prevê de dois a seis comprimidos diários, ao longo de um mês, com efeitos colaterais geralmente devastadores.

"Este não é, em definitivo, o momento de deixar o preservativo de lado", escreveu o médico americano Dan Bowers, num artigo sobre as conseqüências da profilaxia com remédios anti-HIV. É melhor, portanto, não esquecer a camisinha na carteira.

Adriana Dias Lopes
Fonte: Veja

sexta-feira, 14 de março de 2008

A ROLETA-RUSSA DA AIDS

Para não pegar aids, o que funciona é camisinha. Essa é uma lição básica ensinada nas escolas, nos anúncios de TV, em quase todo lugar. Quem não gosta de usar preservativo gostaria de descobrir uma forma mágica de proteção. A mais recente aposta é tomar anti-retrovirais antes do sexo na tentativa de impedir a infecção. Esse comportamento vem sendo observado nos Estados Unidos, principalmente em comunidades e boates gays de São Francisco, na Califórnia. Pessoas saudáveis tomam um comprimido todas as manhãs. Outras acreditam que uma única pílula antes da balada já garante imunidade na hora do sexo.

Essas práticas arriscadas ganharam impulso no mês passado, quando foram divulgados os resultados de um surpreendente estudo da Universidade do Texas. Cinco fêmeas de camundongo tiveram o sistema imune modificado para que ele funcionasse de forma semelhante ao humano. Em seguida, receberam medicamentos que tratam a infecção pelo HIV. Mesmo depois de expostas ao vírus, elas não o contraíram. "É uma notícia fantástica", disse o médico Warner Greene, diretor do Instituto de Virologia e Imunologia Gladstone da Universidade da Califórnia.

Há indícios de possível queda no risco de contrair o HIV com o uso de anti-retrovirais. As primeiras evidências surgiram em 2004 num estudo com macacos. Mas não há prova científica em experiências com seres humanos. Usar os remédios como uma espécie de "vacina" é um risco elevado, por mais de um motivo. "É um absurdo extrapolar resultados de pesquisas iniciais feitas em animais para seres humanos", diz o infectologista José Valdez Madruga, do Programa Estadual DST-Aids da Secretaria de Saúde de São Paulo.

Não há sinais de que a onda de automedicação tenha chegado ao Brasil, mas pode ser questão de tempo. Por isso, os especialistas estão preocupados. "Sem camisinha, não há prevenção contra o HIV e as doenças sexualmente transmissíveis", afirma o infectologista Esper Georges Kallás, professor da Universidade Federal de São Paulo. "Além disso, os remédios apresentam fortes efeitos colaterais." Náuseas, anemias, aumento do colesterol e má distribuição de gordura no corpo são reações comuns nos portadores do HIV que tomam os remédios. Com o tempo, surgem também problemas de coração, fígado, rins e pâncreas. Complicações dessas doenças podem levar à morte. "Quem toma o medicamento sem precisar sofrerá as mesmas conseqüências", afirma o infectologista Madruga.

Hoje, os remédios já são usados em tratamentos emergenciais em casos de alto risco de exposição ao HIV: mulheres violentadas, grávidas soropositivas e profissionais de saúde que se machucaram com instrumentos infectados. Nessas três situações, as pessoas recebem anti-retrovirais durante um mês. O objetivo é impedir que o vírus penetre nas células. Nos três primeiros dias de infecção, os anti-retrovirais são altamente eficazes contra o vírus. Entre os filhos de mães soropositivas que se submetem ao tratamento, menos de 1% nasce com o HIV. Há sucesso também no tratamento de profissionais de saúde infectados acidentalmente e de mulheres estupradas.

Com base nesses resultados, alguns especialistas acreditam que no futuro esses remédios possam ser usados como ferramenta de prevenção. Esse tema foi discutido na Conferência da Sociedade Internacional de Aids, que ocorreu em julho do ano passado na Austrália. Os que defendem a idéia dizem que há razão para otimismo. Já foram realizados testes em animais, os remédios são regulamentados, estão disponíveis e podem ser receitados por qualquer médico.

Há também estudos com mulheres expostas a um alto risco de infecção em países africanos como Gana, Camarões e Nigéria. Elas recebem anti-retrovirais para evitar a infecção, mas os estudos estão longe do final. Outra corrente sustenta que não há investimento suficiente nem para o tratamento dos pacientes infectados em países como os africanos. Como garantir, então, verba extra para a estratégia de prevenção? Há outros dois grandes obstáculos: os efeitos colaterais e o incentivo ao comportamento de risco.

Mesmo que o "pré-tratamento" um dia se torne realidade, nunca poderá ser dissociado das medidas de prevenção já existentes, como a camisinha e a educação sexual, diz o infectologista Kallás. "Ainda precisamos de muitos estudos que comprovem a eficácia e a segurança do procedimento. E nada poderia ser feito sem acompanhamento médico."

O pior aspecto da automedicação é a resistência do organismo aos anti-retrovirais. A pessoa que toma remédios sem necessidade pode não se beneficiar deles caso seja infectada. A prática, portanto, pode representar uma enorme ameaça ao controle da epidemia global de aids, que atinge 33 milhões de pessoas - 600 mil no Brasil. "Tomar um anti-retroviral para se proteger da infecção pelo HIV é o mesmo que tomar antibiótico hoje acreditando que não pegará uma pneumonia amanhã", diz o infectologista Caio Rosenthal, do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo. "Teremos milhões de pessoas infectadas que não poderão ser tratadas com os remédios disponíveis."

Recentemente surgiram nas casas noturnas do Texas, nos EUA, coquetéis vendidos com um mix de drogas: remédio para disfunção erétil, antidepressivo, anti-retroviral e ecstasy. Uma bomba para a saúde, dizem os médicos. Eles não sabem quantas pessoas estão usando as drogas sem necessidade. Uma pista é dada por uma pesquisa americana realizada pelo Centro de Controle de Doenças e Prevenção (CDC) em eventos como a Parada Gay realizados em 2006. Ela mostrou que 7% dos homens que freqüentavam festas como essas utilizavam remédios contra a aids de forma "preventiva". Desse total, 20% afirmavam conhecer outro gay que também tomava o remédio com o mesmo propósito. Segundo outro levantamento recente, publicado no Journal of Aids, menos de 1% de gays e bissexuais faz uso de anti-retrovirais sem necessidade, dentro de um universo de 1.819 entrevistados.

A esperança de proteção é o que transforma teorias médicas em práticas de risco, diz o psicólogo Roberto Pereira, coordenador do Centro de Educação Sexual, uma ONG carioca. "Quando surge algo que parece milagroso, os hábitos de prevenção acabam ainda mais renegados", afirma. "É uma fantasia, baseada em informações que chegam desencontradas e sem referências." É a mesma lógica do jovem na faixa dos 20 anos que usa Viagra acreditando que alcançará um desempenho sexual melhor. Uma ilusão cheia de riscos.

Fonte: Revista Época
Jornalista: Suzane Frutuoso

ENCERRADAS AS DUAS PRIMEIRAS PESQUISAS DO BLOG

Veja o resultado:



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

JOVENS JÁ NÃO SE PREOCUPAM TANTO COM A AIDS, AFIRMA ESTUDO DA UNIFESP

Estudo realizado durante dois anos, envolvendo 485 portadores do vírus HIV diagnosticados na cidade de São Paulo, identificou que, nesse grupo, a maior proporção de casos de infecção recente coincidia com a faixa etária mais jovem, abaixo de 25 anos. O resultado pode indicar a necessidade urgente de reforçar as ações de conscientização junto ao público adolescente. Uma das possíveis explicações para a constatação revela um cenário preocupante: recebendo "boas notícias" sobre a eficácia dos novos medicamentos e sem presenciar muitas mortes em decorrência da Aids em sua geração, estes jovens estariam menos convencidos do alto risco da infecção e até da gravidade da doença, relaxando nas medidas de prevenção. Reforçando essa hipótese, o estudo também somou maior número de infectados há mais tempo (crônicos) na faixa etária de 26 a 59 anos; um grupo que encampa a geração que sofreu o primeiro impacto da Aids e experimentou perdas causadas pela epidemia. Segundo o infectologista Esper Georges Kallás, docente da Unifesp e um dos autores do trabalho, os resultados sugerem que as medidas de prevenção devem ser reforçadas entre a população mais jovem. A pesquisa, só agora publicada na revista cientifica PLoS ONE, foi realizada entre 2002 e 2004 em quatro serviços públicos de assistência a portadores do HIV. Quanto ao perfil predominante dos participantes, o estudo relata maioria de homens (78,4%), solteiros (61,7%), com idade entre 25 e 45 anos (65,8%), com infecção por via sexual (89,4%).
Fonte: Assessoria de Imprensa da Unifesp

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

BACTÉRIA MORTAL SE ESPALHA ENTRE GAYS NOS EUA, DIZ ESTUDO



A variante de uma bactéria que pode levar à morte estaria se espalhando rapidamente entre a comunidade gay das cidades de São Francisco e Boston, nos Estados Unidos.
De acordo com um estudo publicado na revista especializada Annals of Internal Medicine, a nova forma da bactéria MRSA, conhecida como MRSA USA300 é altamente resistente a medicamentos e é transmitida por meio de sexo anal, pelo contato da pele ou com superfícies contaminadas.
Os especialistas fizeram um levantamento da incidência da doença em diferentes áreas das cidades de São Francisco e Boston com base em registros hospitalares, mas não informaram o número exato de contaminados até agora.
A equipe de pesquisadores descobriu que no distrito de Castro, em São Francisco - que teria uma das maiores concentrações de homossexuais dos Estados Unidos - um em cada 588 residentes estaria infectado com a bactéria. Em outras áreas da cidade, essa proporção seria de um para cada 3.800.
Uma outra parte do estudo ainda indicou que os homossexuais moradores de São Francisco teriam 13 vezes mais chances de contrair a doença do que outros residentes da cidade.
Necrose
A infecção pode causar úlceras na pele, necrose dos tecidos, atacar órgãos como pulmão e o coração e se espalhar facilmente pela corrente sangüínea.
Entre a comunidade gay, a doença teria se proliferado pelo contato da pele, causando abscessos e infecções nas nádegas e nos órgãos genitais.
Os especialistas aconselham esfregar o corpo com água e sabão após as relações sexuais para evitar que a bactéria se espalhe.
De acordo com o jornal americano The New York Times, 19 mil pessoas morreram nos EUA em 2005 em decorrênica de doenças causadas pela MRSA (Estafilococos Aureus resistente à meticilina, MRSA, na sigla em inglês).
No passado, a bactéria era comum apenas em infecções hospitalares, mas recentemente também tem sido contraída por pessoas saudáveis fora dos hospitais.
Além de ser resistente à meticilina, a MRSA USA300 também não é facilmente combatida por outros antibióticos utilizados para tratar outras variantes da bactéria.
Os especialistas advertem que a menos que laboratórios de microbiologia identifiquem o tratamento adequado para nova bactéria, “a infecção poderá se espalhar rapidamente e se tornar uma ameaça nacional”.

Fonte: BBC

sábado, 12 de janeiro de 2008

INSTITUTO DÁ AVAL A TESTE QUE DETECTA O HIV PELA SALIVA



Aprovado e comercializa-do nos EUA desde 2004, o teste rápido de detecção de HIV por via oral foi lançado dia 3/12/07 no Brasil, em evento científico no Rio. O exame usa amostras de saliva (fluido oral), o resultado sai em 20 minutos e é 99% confiável.
O teste recebeu aval do INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde), mas ainda não foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O preço do teste no Brasil também não está definido-nos EUA, custa o equivalente a R$ 35.



O Programa Nacional de DST e Aids, do Ministério da Saúde, informou que aguarda o registro do produto para avaliar a sua inclusão ou não no serviço público de saúde.

Assim como nos EUA, o teste oral, chamado OraQuick, não estará à venda nas farmácias brasileiras, segundo o fabricante OralSure Technologies. Será usado em centros de saúde, hospitais e laboratórios-sempre com presença de um técnico para interpretá-lo e de um serviço de aconselhamento.

Exame de sangue
O Brasil já dispõe de outros testes rápidos de HIV, que demoram em média 40 minutos para ficarem prontos, mas precisam de amostras de sangue - que demanda mais profissionais e material para a realização. Esses exames são empregados em serviços de triagem de emergência, como em mulheres em trabalho de parto que não passaram pelo exame no pré-natal.

Já o resultado dos testes tradicionais usados para detectar o HIV, disponíveis na rede pública, pode demorar de três a 40 dias (dependendo da região do país). Para especialistas, essa demora é um dos fatores que faz com que 30% das pessoas que se submetem ao teste não voltem para buscar o resultado.

O teste oral pode detectar anticorpos do HIV-1 e do HIV-2 e é fácil de ser aplicado. Basta passar uma palheta (parecida com um cotonete) na gengiva e, então, mergulhá-la numa solução líquida reveladora. Se o resultado for positivo, duas linhas vermelhas aparecerão. Os casos de resultados positivos deverão ser confirmados por outros exames tradicionais de sangue.

O fato de a saliva ser utilizada como meio de testagem não quer dizer que exista vírus na mesma. O teste verifica a existência de anticorpos do HIV. E anticorpos não são transmitidos para outra pessoa.

O novo teste Oraquick é mais prático por dispensar agulha, seringa, entre outros apetrechos, além de profissionais para a coleta, análise e interpretação dos dados e informação do resultado ao paciente. Nos EUA, o exame oral foi incluído em campanhas públicas de detecção do HIV.


(Texto adaptado)

CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

FELIZ ANO NOVO!!!

Prezados Leitores,

O Blog “Saúde & Sexo” entrará em recesso até a 1ª semana de janeiro de 2008.

Logo depois retornaremos com mais informação sobre HIV, AIDS, HPV, IST, como combatê-los e como tratá-los; as novas descobertas da Medicina; novos estudos clínicos.

Nos vemos no próximo ano.

FELIZ 2008!!!

Equipe “Saúde & Sexo”

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

ESTUDO REVELA QUE AIDS CRESCE MAIS EM JOVENS, IDOSO E HOMOSSEXUAIS NO DISTRITO FEDERAL


Brasília - No Distrito federal, o avanço da aids e de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) é cada vez maior entre os jovens com idade entre 15 e 24 anos, idosos e homossexuais.Um estudo divulgado hoje (21) pela secretaria estadual de Saúde revela que, dentre os motivos de transmissão do vírus HIV, está o descuido nas relações sexuais. Ou seja, a falta de uso de preservativo. Praticamente um em cada três casos de aids notificados à secretaria ocorre por meio da transmissão sexual.“A gente observa que a informação pura e simples não leva a mudanças de comportamento. Ainda existe aquele pensamento mágico: 'é só uma vez [transar sem camisinha], não vai acontecer comigo", disse a gerente de DST-AIDS da secretaria, Diva Castelo Branco. "Por isso, precisamos investir mais em campanhas. Não só de massa, mas trabalhar em grupos específicos, empresas e escolas. Precisamos aumentar o número de multiplicadores de educação e saúde.Segundo ela, são registrados por ano 400 casos de aids e cerca de 5 mil casos de doenças sexualmente transmissíveis. Ela lembra que as DSTs aumentam em 18 vezes o risco de se adquirir o vírus da Aids.As regiões da Asa Norte, do Lago Norte e do Cruzeiro são as que registram mais ocorrências de aids entre os homens.
Fonte: Rádio Nacional da Amazônia
Reporter: Elaine Borges